Histórico

Histórico

Fundada em 14 de agosto de 1978 – A Associação de Amparo à Mulher Sebastianense (AAMS) surgiu do ideal de um grupo de casais dispostos a trabalhar com as mulheres da zona de prostituição do município de São Sebastião-SP.

Nesta data, aconteceu a reunião de sua constituição, organizada por um grupo de pessoas interessadas em realizar um trabalho voltado para a prevenção da prostituição no município.

 Na ocasião definiu-se que a AAMS teria as seguintes finalidades:

  • Prestar assistência à mulher, sem distinção de cor, raça ou credo;
  • Lutar pela prevenção da prostituição e pela recuperação moral e social de suas vítimas.

Seu primeiro estatuto foi registrado em cartório em 13 de fevereiro de 1979 e alguns eventos podem ser considerados marcantes ao longo deste período.

 Em 1979, a prefeitura proibiu a presença de mulheres na Rua da Praia, ponto turístico desta cidade. A decisão visava tirar a zona de prostituição da região central da cidade, mas acentuou a perseguição às mulheres, mobilizando ainda mais o grupo e motivando na comunidade o debate sobre prostituição.

 Em 1981 na luta por mais saúde, educação e informação, o grupo editou um Manual de Saúde, cartilha cujo conteúdo se dividia entre higiene e doenças venéreas, fruto do trabalho realizado pela equipe de saúde nas casas de prostituição. Editou também o boletim “A união Faz a Força” (1988).

Em julho de 1990, foi inaugurado o Centro Comunitário Santana, localizado na rua onde se centraliza no município de São Sebastião- SP a zona de prostituição. 

Em 2007, a AAMS recebeu uma proposta da prefeitura de desapropriação de um terreno que havia recebido em doação, o que possibilitou a compra da casa onde está estabelecida sua Sede atual. Entretanto, devido a inviabilidade da construção de uma casa abrigo, a AAMS optou por um Centro de Referência à Mulher ao qual deu o título de Casa Santana.

A Casa Santana, localizada no centro da cidade de São Sebastião, contava com atendimento de duas Psicólogas, uma Assistente Social e uma Advogada voluntária, atendendo, preferencialmente, casos de violência doméstica e mulheres em situação de prostituição. Contava ainda em seu quadro de colaboras: três Monitoras, uma Gerente Administrativa e uma Auxiliar de Serviços Gerais.

Por um bom período promoveu Curso de Promotoras Legais, criado pela União de Mulheres de São Paulo, Coletivo Feminista Dandara da Faculdade de Direito da USP e Movimento do Ministério Público Democrático.

A partir de 2007 firmou convênio com a Secretária Municipal do Trabalho e Desenvolvimento Humano, para o atendimento, em média, de 60 mulheres ao mês.

A partir daí passou a atuar com duas frentes de serviços:

  • mulheres inseridas na zona de prostituição e
  • mulheres vítimas de violência doméstica.

Atualmente a AAMS está também com dois projetos inéditos no município:

  • Grupo Reflexivos para homens cometedores de violência doméstica
  • Grupo Reflexivo para mulheres vítimas de violência doméstica